terça-feira, 7 de abril de 2015
Recife, 20 de março de 2015
Gerações subsequentes tentaram, sem sucesso, pôr em palavras e metáforas o significado do amor. Muito se teorizou sobre a diferença entre ele e a paixão, o resultado, apesar de poético, jamais conseguiu transmitir de fato a imensidão do sentimento.
A multiplicidade de figuras de linguagem é mais uma prova irrefutável da grandiosa quantidade de diferentes amores. Raro mesmo é encontrar alguém que tenha amada de uma só forma e uma só vez. Nas estradas da vida aprendemos, as vezes nas mais frustantes ocasiões, que nos enganamos com os sentimentos e colocamos crachá de amor em coisas fugazes e superficiais. Amores, mas só aqueles que merecem esse nome, sempre deixam marcas, mesmo que sejam memórias, poque essas são - de fato- eternas.
Passageiros ou duradouros, se tem algo que é inerente ao amor é que são intensos e profundos, e isso explica serem infinitos enquanto duram e eternos mesmo no fim.
Dos amores que tive na vida levo mais o doce das lembranças que o amargo das mágoas, e para os que me amaram deixo sempre um pedido de perdão, não porque me arrependa do que fiz ou do que disse, mas porque faz parte de amar outra vez reconhecer os erros do passado.
Aos meus amores futuros, não desejo nada além de que me surpreendam, já para o AMOR DO PRESENTE, desejo que dure até VIRAR FUTURO, que crie memórias inesquecíveis e que seja surpreendente enquanto existir. Desejo também ao presente que não tenha prazo, e que eu seja capaz de fazê-lo sentir-se como me sinto, e se o fim chegar, espero que sejamos capazes de lembrar do quanto fomos felizes e celebrar os bons momentos com nostalgia e um leve sabor de saudade .
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