O silencio muitas vezes deixou escapar o que eu tentava desesperadamente calar, muitas vezes um olhar, um sorriso denunciou tudo que eu estava escondendo. O sentimento já era tão grande que cada dia que passava era mais difícil de manter em segredo.
Como todos os outros momentos nossos, se declarar, deixar o outro entender o porque de tanta cara de bobo, tantos sorrisos sem motivo, não foi simples, não foi fácil.
Muito tempo foi necessário antes de assumirmos para nós mesmos que sentiamos o que sentiamos e éramos o que éramos.
Enquanto podíamos, negamos, veementemente, escondemos, calamos, mas o que é de verdade, quando é de verdade, não se pode calar, tem força, tem som, tem vida própria.
Não há como negar que ERÁMOS antes de, de fato, SERMOS.
Não há como negar que ERÁMOS antes de, de fato, SERMOS.
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