Para bom entendedor, o que fica subentendido é ainda mais claro do que o que é dito de fato
Nossa história nos pertence, e ponto final.
Em junho, descobrimos que chegamos onde estamos porque decidimos, sem auxílios externos, continuarmos juntos.
Conheço um milhão e meio de histórias de relacionamentos que
tem como ponto de partida um anjo, vou logo dizendo, pra você que sabe tanto,
que não é o nosso caso.
Deus é que agiu. Desde o primeiro momento.
Pensa comigo: com certeza não foi um acaso nos encontrarmos, de fato, éramos completos estranhos, habitantes de um mundo que não se interseccionava, precisávamos, claro, da interseção, mas eu não quero, na verdade, eu não posso dar os créditos de ter nos juntado a outro alguém que não seja Deus.Ele me deu você de presente no momento exato em que eu não mais pedia a vida uma surpresa, Deus me surpreendeu.
Depois que nos conhecemos, cada passo que demos em direção
um ao outro rompeu ou construiu conceitos, foi aos poucos que nós nos
descobrimos, primeiro como amigos, depois como parceiros e hoje como namorados
(quem sabe o que o futuro nos reserva?).
Sei que tivemos momentos, fases, pessoas, mas cada
coadjuvante da nossa história teve o seu papel de COADJUVANTE, e só. Somos os
autores e atores principais da nossa história. A decisão de estar um com o
outro partiu de cada um de nós, seja qual seja a motivação, o que importa é que
as mesmas pessoas que agiam para que estivéssemos juntos faziam força no sentido
contrário com a mesma intensidade, se estivéssemos de fato presos a esses
outros papéis, teríamos começado uma história superficial e acabado com a mesma
fugacidade com que começamos.
Decidimos, escolhemos, continuamos.
Vivemos cada fase do nosso relacionamento, pensamos e repensamos incessantemente sobre os complicadores, mas aqui estamos nós, há um ano de distância daqueles dois outros nós, que não faziam ideia de que iríamos tão longe.
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